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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

La Grande Épicerie de Paris


La Grande Épicerie de Paris talvez tenha sido um dos pontos altos da redescoberta de Paris. Trata-se de um enorme mercado, onde é possível encontrar praticamente qualquer coisa, de todas as partes do mundo. O mercado municipal de São Paulo é fantástico, mas depois de conhecer a Épicerie, ele ficou pequeno... A Épicerie é enorme e, se o Érico não estivesse junto, passaria muito mais tempo lá dentro. A seção de temperos é absolutamente enlouquecedora! Fiquei com vontade de carregar tudo! Pimentas africanas, ervas de Provence, coisas inimáginaveis. E, o melhor, a maioria deles em recipientes lindos. Ok, tomei uma boa dose de auto-controle, lembrei das mochilas, da Ryanair...
Olha só a cara de mega-empolgada!
Comprei só um pacotinho de Lavanda de Provence, para fazer biscoitinhos de lavanda (logo, logo eles aparecem por aqui). O objetivo final da nossa visita à Épicerie não era exatamente carregar um monte de coisas para Roma, mas comprar queijos e vinhos para o jantar. E, passear, é lógico! O interessante do lugar, que propiciou o aumento de paciência do Érico - que não gosta de mercados, é a possíbilidade de provar muita coisa, sem custo. Nessa brincadeira foram biscoitos, chocolates, queijos, vinhos, champagne, cervejas. Vamos dizer que esse "pequeno" detalhe, torna a Épicerie muito mais interessante. É dificil descrever a variedade de coisas que se pode encontrar lá, mas elas variam desde ingredientes básicos (frutas, legumes, verduras, carnes, queijos...) até pratos prontos de alto grau de elaboração. O preço, bem... Não é o melhor do mundo, afinal, fica em Paris; mas também não é absurdo. Diria que um pouco acima do preço médio. Gostaria muito que o mercado romano, que fica a duas quadras aqui de casa, tivesse metade das coisas que vi por lá. Seria bom também ao menos 1/5 da organização! rs. Saímos de lá com um monte de queijos e vinhos, dos quais falarei mais pra frente. Quando forem a Paris, vale muito a pena dar uma passada por lá!
Esse foi o resultado final da vista à Épicerie! hummmm...

Endereço: 8 Rue de Sèvres (esquina com rue du Bac), Paris, França
na internet: lagrandeepicerie.fr (mas é muito fraquinho, é mais um mini-mercado online)

sábado, 2 de outubro de 2010

1664

A série de bebidas francesas inicia com uma cerveja. O Érico é um cervejeiro por natureza e, depois da nossa passagem pela Alemanha, Holanda e Bélgica, está cada vez mais adepto do "pãozinho líquido". Na postagem anterior, falei um pouco das descobertas que fizemos em Paris e uma delas foi relacionada à cerveja. Tradicionalmente, quando pensamos na França, vem a cabeça infindáveis tipos de fermentados de uva, que, em geral, possuem uma excelente qualidade. E os fermentados de malte e lúpulo?! No caso das cervejas, a França nunca aparece como um grande produtor, lembra-se sempre dos três países já citados acima junto com a Inglaterra, famosa pelas ales e a Irlanda, pelas stouts. Entretanto, a França produz sim excelentes cervejas. Devemos lembrar que ela tem como vizinhos "de porta" a Bélgica e a Alemanha. Justamente nesta borda da França, que faz fronteira com a Alemanha, encontra-se o pólo cervejeiro francês. Foi na cidade de Estrasburgo, região da Alsácia, que surgiu a cervejaria mais antiga da França, a Kronenbourg, fundada em 1664. A cerveja da Kronenbourg mais apreciada pelos franceses é a 1664. Pertence a categoria blonde e é considerada uma cerveja premium. 
Produzida com o chamado "caviar dos lúpulos", o strisselspalts, é uma cerveja muito leve e saborosa. Em 2004 e 2005, ganhou medalha de ouro no International Brewing Awards. Existe uma grande diferença de sabor entre a servida na pressão (chopp) e a em lata; a da pressão é muito mais gostosa. Tentando resolver esse problema, no ano passado, a Kronenbourg lançou a lata: 1664 pression; que ganhou prêmio de inovação. O sabor leve é ideal para dias mais quentes, pois não é uma cerveja muito encorpada. O sabor do malte não é muito intenso, destacando-se o lúpulo (acho que por motivos óbvios). Segue a mesma receita desde 1664, não deixando nada a desejar às premiuns belgas e alemãs da mesma categoria. Veja as fichas a seguir:

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Redescobrindo Paris

Por incrível que pareça, nunca me animei muito com a idéia de ir a Paris. Meu coração sempre foi de Londres, até pouco tempo minha cidade favorita na Europa. Minha primeira impressão de Paris não foi das melhores. Isso foi em 1996, sim eu ainda era uma adolescente, estava viajando com a minha irmã; minha viagem de 15 anos. Uma pequena nerd que não tinha a menor vontade de conhecer a Disney e muito menos de se vestir de bolo em uma festinha de adolescentes cheia de rituais ultrapassados, mas que adorava a idéia de poder conhecer a Europa. Nesta viagem, ficamos no Ibis da Porte de Clichy, que me parecia muito, mas muito longe do mundo. Tudo era muito caro aos nossos olhos, não falávamos uma palavra em francês. Lembro do dia em que eu e a Alessandra imitamos o pedido de alguém na lanchonete: "Dã xisburguê sivuplê" e o atendente começou a falar de todas as tortas que haviam. Não entendemos nada e saimos com nossos cheeseburguers... Aproveitamos muito pouco Paris, comemos baguetes de atum demais, só andamos nas áreas excessivamente turisticas, em pleno no mês de julho. Nosso transfer de volta não apareceu... nossa passagem não dizia se era Orly ou Charles de Gaulle (pegaríamos o vôo para o Brasil em Roma)... meus pais enlouqueceram... pegamos um taxi sozinhas... nos colocaram em um vôo anterior ao que estava marcado... não conseguíamos ligar para casa (meu pai não saia do telefone)... a companhia aerea informava ao meu pai que não havíamos embarcado no vôo marcado na passagem... Enfim, caos! Minha segunda passagem por Paris aconteceu em 2008/09, foram 6 dias, que na época consideramos um exagero. Eu e o Érico passamos o ano novo por lá... novamente caos! Muita gente, muitos turistas. A lingua mais falada na rua era o inglês, seguido pelo português. Tudo muito lotado, preguiça de entrar em qualquer museu. Gastronomicamente foi muito melhor do que a primeira experiência, experimentei: escargots, magret de canard, crème brûllé, fondue montanhês. Pena que tudo no quartier latin, área com restaurantes médios, extremamente turísticos e de menor custo. Foi uma experiência muito melhor do que a primeira, mas sinceramente, Paris não havia tocado meu coração. Ah, Charles de Gaulle é um caos, mandaram nossas malas para Madrid, ao invés de Roma... Sai de lá com um pouco de "eca" da cidade e sem a menor vontade de voltar lá tão cedo. Porém, este ano, recebemos um convite para passar alguns dias em Paris e assistir a uma comédia do Móliere. O convite veio de uma amigo do Érico que já morou por lá e que atualmente mora nos Camarões. Pensamos: por que não? Estamos perto, o Pablo conhece a cidade, é sempre bom encontrar com amigos e quem sabe não tiramos a "nhaca" de Paris. Novamente seis dias em Paris. Só que desta vez tudo absolutamente perfeito! Andamos pelas áreas menos turísticas, conseguimos entrar em diversos museus, fomos à Comédie Française, comemos em bistrots deliciosos, confeitarias absolutamente fenomenais, restaurantes exóticos, crepes na rua, vinhos e cervejas deliciosos, padarias fantásticas e "La Grande Épicerie de Paris", o mercado dos sonhos... Finalmente conhecemos Paris de verdade, tirei a "nhaca". Continuo achando Paris muito cheia de turistas, muito menos acolhedora do que Roma ou Amsterdam, mas aprendi a realmente gostar da cidade. Comemos tantas coisas deliciosas por lá, que acho que fui conquistada pela boca.  Paris é fenomenal mesmo sem Louvre, sem Torre, sem Ópera, Tuileries, Champs Elysées... pois tem: La Grande Épicerie, Pierre Hermé, Ladurée, Crepes, Camembert, Brie, Roquefort, Leichester, Tartiflette, Cocottes, Gateaux, Macarons, Crème brûllé, Crème Caramel, Merlot, Pinot Noir, Champagne, Bourgogne, Bordeaux, 1664... Aguardem as próximas postagens!

PS. Agora tenho os tais caderninhos cor de rosa, anoto tudo...