Boules coco nada mais são do que bolachinhas úmidas de coco. Acredito que esta é a receita mais fácil e simples que já fiz até hoje (vide tempo de preparo que é de apenas 5 minutos). Apesar de toda a simplicidade, o resultado é delicioso. Comemos as 15 bolinhas em menos de um dia. Elas são como o chocolate Bis, impossível comer um só! Hoje é dia de eleição ai no Brasil, então, nada melhor do que dar uma adoçada com essas deliciosas e facílimas bolinhas de coco.
Dicas:
- Duram de 4 a 5 dias quando conservadas em recipiente hermético.
- Se estiver muito quente, conserve-as na geladeira.
- Depois de prontas, polvilhe açúcar de confeiteiro antes de servir, elas ficam bem mais bonitinhas.
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domingo, 3 de outubro de 2010
Boules Coco
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Costelinhas de Porco ao Forno
O Érico sempre brinca que se passar um porquinho vivo na frente dele, ele morde a bunda (do porco, obviamente). É o jeito "delicado" de dizer que a carne de porco é uma das suas favoritas. Realmente a carne de porco, quando bem preparada, tende a ser muito saborosa e muitas vezes mais saudável do que a carne de boi ou até mesmo a de frango. Ela possui baixo percentual de gordura, por isso se cozida de forma inadequada pode ficar seca. Os segredos de se preparar um bom porco são basicamente dois: a escolha da carne e o tempero (incluindo-se aqui o tempo que a carne vai ficar em contato com o tempero). A carne de porco, não importa o corte, tem que ser muito bem escolhida. Como diz minha mãe: "Tem porco que vem com gosto de chiqueiro". E, isso é a mais absoluta verdade. Muita da carne de porco produzida no Brasil vem de criações onde o porco é mal alimentado e mantido sem muitas condições de higiene. Porco para ser bom de verdade tem que ser "limpinho", afinal já ficou para trás a idéia de que porco é "porco". Além disso, o porco "limpinho" tem menor risco de apresentar parasitas. Na hora de comprar costelinhas de porco escolha aquelas que possuem mais carne (rosa pálido, úmida e macia), muitas são praticamente só o osso (que deve ter marquinhas vermelhas). Lembre-se de que nem sempre o peso é sinônimo de quantidade total de carne, pois o osso é bastante pesado. O tempero, no caso das costelinhas, pode e deve ser forte. A carne de porco fica muito gostosa com muito alho, mostarda, molho inglês e ervas aromáticas mais intensas. Minha mãe faz a melhor costelinha de porco do mundo!!! Desde criança a observava preparando as costelinhas. O aroma que vem do forno é absolutamente fenomenal. E, o sabor nem se fala! A costelinha fica dourada, úmida e com um sabor que só ela sabe fazer. Onde está o segredo?! No tempero! Me dá água na boca só de pensar... Bom, quem no mundo prepara melhor porco do que os alemães?! Explica-se por que as costelinhas da Frau Elisabeth são tão fantásticas. Mas a receita que vem a seguir não é a da Frau (por aqui me "mancam" ingredientes essenciais), mas uma que inventei! Minha metade alemã até que ajudou bastante e o sabor ficou fantástico!!! Esqueça a mostarda e qualquer outro aditivo, essa costelinha é pra ser degustada somente com batatas e uma saladinha.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Torta de Gorgonzola com Carne
Continuando a série de tortas salgadas, segue a receita de uma apetitosa Torta de Gorgonzola com Espinafre, recheada com Carne. A massa é extremamente aromática e saborosa. O recheio simples, mas com um toque especial. O queijo emental do recheio faz uma dupla perfeita com o gorgonzola da massa. Os sabores são potencializados. Essa torta é mais forte do que as duas anteriores, justamente por isso deixou o mamute querendo mais. Afinal, 2kg de torta é pouco para um elefantinho, não?!
Dicas: - É possível utilizar espinafre fresco ou o congelado. No caso do congelado: espere descongelar bem, esprema para escorrer toda a água e só então pese.
- O emental pode ser substituido por mussarela ou queijo minas frescal. Neste caso, aumente a quantidade para 100g.
- Pode ser servida quente ou fria.
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Adriana Invitti
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Torta de Cenoura com Frango Cremoso
O frango definitivamente não é dos pratos preferidos do mamute. Na verdade, ele passaria muito bem sem comer nada de frango. Entretanto, ele adora uma torta salgada. Ficou exultantante quando decidi soltar a criatividade e criar não só recheios diferentes, como massas com sabor especial. Já que frango não é muito a "praia" do mamute, ainda vou ter que fazer essa torta para a minha cunhada testar. Ela sim vai realmente apreciar essa delícia. De qualquer forma, o mamute adorou e aprovou a receita! A torta salgada de frango é um "clássico" na cozinha brasileira. Vejam como ficou esse clássico com uma pitada a mais de cores e sabores!
Dicas:
- Não corte tirar muito largas de frango, pois elas podem não cozinhar adequadamente.
- Substitua a mussarela por queijo minas frescal, o efeito é o mesmo, pois a mussarela que uso por aqui é a mussarela para cozinha, que tem menos calorias e forma um bom creme quando derrete.
- As cenouras devem estar bem raladas para a massa.
- Você pode usar como recheio aquele frango que sobrou do dia anterior. É só desfiar!
- Pode ser servida quente ou fria.
- Não corte tirar muito largas de frango, pois elas podem não cozinhar adequadamente.
- Substitua a mussarela por queijo minas frescal, o efeito é o mesmo, pois a mussarela que uso por aqui é a mussarela para cozinha, que tem menos calorias e forma um bom creme quando derrete.
- As cenouras devem estar bem raladas para a massa.
- Você pode usar como recheio aquele frango que sobrou do dia anterior. É só desfiar!
- Pode ser servida quente ou fria.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Torta de Cebola com Camarão Cremoso
Antes que meus queridos leitores sofram um "choque hiperglicêmico", pois as últimas postagens abusaram no açúcar, segue uma deliciosa receita salgada. Torta de Cebola com Camarão Cremoso! A massa da torta lembra muito um pastel assado de cebola, levemente adocicada. Em São Paulo, havia um pastel assado de cebola fenomenal no Central 22 (Rua Avanhandava, 22 - São Paulo - SP). Era realmente de dar água-na-boca só que, para tristeza dos seus fãs, ele foi completamente eliminado do cardápio. Será que um dia volta? Espero que sim. Voltando a torta... O recheio é de camarão cremoso com bastante pimenta. A mistura de sabores fica muito interessante. Ah, lembram dos vinhos Lagrein rosés? Ficam perfeitos com essa torta!
- Não use camarão "farelo", pequeno quer dizer com pelo menos 2cm.
- Substitua a mussarela por queijo minas frescal, o efeito é o mesmo, pois a mussarela que uso por aqui é a mussarela para cozinha que tem menos calorias e forma um bom creme quando derrete.
- É possível substituir as azeitonas verdes por pretas, mas muda significativamente o sabor final.
- Pode caprichar na pimenta, como a massa é levemente adocicada o recheio bem apimentado é perfeito. - Pode ser servida quente ou fria.
- Substitua a mussarela por queijo minas frescal, o efeito é o mesmo, pois a mussarela que uso por aqui é a mussarela para cozinha que tem menos calorias e forma um bom creme quando derrete.
- É possível substituir as azeitonas verdes por pretas, mas muda significativamente o sabor final.
- Pode caprichar na pimenta, como a massa é levemente adocicada o recheio bem apimentado é perfeito. - Pode ser servida quente ou fria.
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Mãozinha do Leitor - Bolinhos de Cenoura com Chocolate
Essa semana fiquei muito feliz ao abrir meu email. Deparei-me com uma bela receita, cheia de fotos, dicas e impressões. Uma receita com a cara do blog. Achei ótimo que além de acompanhar e eventualmente fazer as receitas enviando a sua opinião, o leitor agora também está colaborando com o conteúdo do blog. Obrigada Betina pela iniciativa e espero que todos os leitores sintam-se a vontade para também colaborar. Segue a receita dos Bolinhos de Cenoura recheados com chocolate, que a Betina fez para engordar um pouquinho mais o Bico! Parecem deliciosos!
por Betina Peixoto - Belgrado - Sérvia
Dicas da Betina:
- Se o chocolate não descer sozinho, dar uma 'leve' empurradinha pra ele não ficar na superfície (ver exemplo na forminha do canto, nas fotos do modo de preparo).
- Você pode usar qualquer tipo de chocolate.
- Quanto mais grosso o chocolate, menos ele derrete.
por Betina Peixoto - Belgrado - Sérvia
Dicas da Betina:
- Se o chocolate não descer sozinho, dar uma 'leve' empurradinha pra ele não ficar na superfície (ver exemplo na forminha do canto, nas fotos do modo de preparo).
- Você pode usar qualquer tipo de chocolate.
- Quanto mais grosso o chocolate, menos ele derrete.
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sábado, 14 de agosto de 2010
Bolinhos de Laranja
Bolo de laranja tem sabor de infância. Minha mãe fazia um absolutamente delicioso. O tempo passa e parece que as receitas vão ficando esquecidas na gaveta. O primeiro bolo feito aqui na Itália foi de laranja. O mamute é absolutamente viciado em laranjas! Uma receitinha mequetrefe que eu peguei na internet. Ficou gostosinho, mas nada demais. Além disso, ele foi o primeiro teste do forno no cozimento de bolos. E, se lembrarem da primeira postagem aqui do blog, o forno é um desastre! A receita a seguir não é a da minha mãe, infelizmente. É um mal de família fazer receitas de cabeça e não conseguir colocá-las no papel. Sempre com uma adaptação aqui, outra acolá e uma nova delícia no final. Entretanto, essa receita fica fenomenal! Segue a receita dos bolinhos de laranja mais fofinhos do mundo, ou seria do universo?!
Dicas:
- Bater na mão é bastante cansativo, prefira a batedeira.
- Cubra os bolinhos com ganache de nutella ou suco de laranja com um pouco de açúcar.
- A etapa da manteiga é muito importante para a leveza dos bolinhos, portanto sem preguiça!
Dicas:
- Bater na mão é bastante cansativo, prefira a batedeira.
- Cubra os bolinhos com ganache de nutella ou suco de laranja com um pouco de açúcar.
- A etapa da manteiga é muito importante para a leveza dos bolinhos, portanto sem preguiça!
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domingo, 8 de agosto de 2010
Bolo de Carne
Essas duas últimas semanas andei meio preguiçosa, é verdade. Não postei nada antes por diversos motivos, e o mais relevante deles é que não estava conseguindo cozinhar. Dessa vez não foi o calor, afinal: quem acostumou com a temperatura beirando os 40ºC sente-se muito confortável com pequenas variações em torno dos 30ºC. Foi culpa de uma herança familiar mesmo, minha alergia! Minhas mãos estavam um horror e assim fica impossível cozinhar. Agora já está tudo bem e o mamute não precisa mais ajudar a lavar a louça ou descascar cebola e alho. Hoje é um bom dia para postar uma receita salgada, afinal é dia dos pais e, em geral, os homens apreciam muito mais pratos salgados do que doces. Meu pai é um grande cozinheiro! Adorava acordar toda a família no domingo de manhã para preparar o almoço ao som das Quatro Estações de Vivaldi. Colocava cada um para picar ou mexer alguma coisa e inventava muito, ah, como inventava! Horas preparando macarrão, molhos, carnes e peixes. À minha mãe cabia sempre o pudim de leite condensado (absolutamente fenomenal) e "logicamente" toda a louça. Importante lembrar que homens quando cozinham não são econômicos na louça, ainda mais meu pai: engenheiro químico que adora potinhos, facas, peneirinhas, funis e tudo mais que for possível sujar. Apesar de na adolescência abominar esse ritual familiar, pois ele não poupava nem as amigas que porventura tivessem dormido em casa, hoje sei que realmente aprendi a cozinhar nesses domingos e feriados. Nunca vou esquecer a frase: "A emulsão, você tem que manter a emulsão!" dita enquanto eu tentava preparar minha primeira maionese. Ou os testes relacionados ao aroma dos temperos. Ou quem sabe as experiências que ultrapassavam a culinária, como jogar diferentes compostos químicos na boca do fogão pra ver o fogo mudar de cor. Divertidíssimo! Apesar de a comida ideal para o dia dos pais ser um belo churrasco, segue a receita de um delicioso bolo de carne... uma ótima pedida também!
O bolo de carne tem origem européia. Existem registros da sua preparação já no século V a.C. e ele é citado no livro de culinária romano, o Apicius. O bolo de carne é bastante tradicional na Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália. As famosas almôndegas (polpetta) são a versão "mini" do bolo de carne (polpettone). As receitas de almôndega e bolo de carne se confundem muitas vezes. A base é geralmente o macinado de uma carne magra e tenra, que recebe a adição de diferentes tipos de farinha ou pão, bem como temperos para formar uma massa. Essa massa pode ser recheada com os mais variados tipos de recheio ou simplesmente enrolada e cozida. Nas Américas, o bolo da carne é bastante difundido nos Estados Unidos (meatloaf) e no Brasil. Em 2007, foi eleito o sétimo prato favorito dos norte-americanos (Good Housekeeping website). Tornou-se tão famoso, não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil, por ser um prato muito saboroso que possui baixo custo; ao menos em relação a outros pratos com carne.
Segue a receita do Bolo de Carne. Esta versão é bem temperada, em homenagem ao meu pai e ao mamute! Ambos adoram pratos com "explosão de sabores"; leia-se: alho, pimenta, mostarda e afins!
- Você pode utilizar quase qualquer tipo de queijo no recheio, como: provolone, prato, ricota, minas, chedar, entre outros.
- O recheio pode variar ser de acordo com a sua criatividade: milho, ervilha, legumes em geral, salames, presunto, ovos, cogumelos. Ou seja, o que estiver disponível na cozinha e você quiser usar.
- O tempero do recheio também pode variar: salsinha, cebolinha, sálvia, manjericão, manjerona são alguns exemplos.
- Experimente substitui a carne bovina moída, por frango, peru ou porco, também fica uma delícia!
- Não exagere no tempo de forno, isso pode deixa o bolo muito ressecado.
- O recheio pode variar ser de acordo com a sua criatividade: milho, ervilha, legumes em geral, salames, presunto, ovos, cogumelos. Ou seja, o que estiver disponível na cozinha e você quiser usar.
- O tempero do recheio também pode variar: salsinha, cebolinha, sálvia, manjericão, manjerona são alguns exemplos.
- Experimente substitui a carne bovina moída, por frango, peru ou porco, também fica uma delícia!
- Não exagere no tempo de forno, isso pode deixa o bolo muito ressecado.
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terça-feira, 27 de julho de 2010
Mini Éclairs à la vanille
O calor continua absolutamente insuportável, mas só cozinhar o "básico" e as piadinas também é quase tão chato quanto o calor. A confecção das piadinas virou rotina e bastante entediante... Assim como preparar células eletrocompetentes ou isolar mononucleares. O resultado é bom, mas o serviço muito mecânico! Depois de alguma negociação e graças à excelente aquisição do ar condicionado consegui a liberação do forno por 1 hora. Uhu! Decidi fazer os éclairs, pois o tempo no forno é pequeno e eles dão uma quantidade razoável de trabalho, o que faria com que eu me divertisse bastante. Afinal, não sei quando vou conseguir liberar o forno de novo!
Éclair significa relâmpago. Diz-se que as bombas, como são conhecidos no Brasil, receberam este nome por serem devoradas muito rapidamente: como um relâmpago! E, realmente, são deliciosas! Os éclairs são uma variação do uso da famosa pâte à choux; que é a massa dos profiterole, bignès, carolinas, sonhos espanhóis, saint-honorè, paris-brest, entre outros. A pâte à choux é a massa mais estranha do mundo. O jeito de preparar é no mínimo esquisito. Primeiro cozida na panela e depois no forno ou frita. Apesar de disso, fica deliciosa e não é muito difícil de fazer. Esse tipo de massa possui uma grande vantagem: serve tanto para doces quanto para salgados.
A primeira receita de pâte à choux tem origem no século XVI, na França. Em 1533, Catarina de Medici deixou Florença com toda a sua corte, inclusive seus chefs, para se casar com o Duque de Orleans, Henrique; o qual, em 1547, se tornaria rei da França. Em 1540, Pantarelli, chef principal da corte de Catarina, criou uma massa quente e levemente ressecada que ele utilizou para fazer gateuax.
A receita original modificou-se bastante ao longo dos anos. Foi conhecida como massa Popelini quando era utilizada para fazer pequenos doces em formato de seios femininos. No século XVIII, um confeiteiro, chamado Avice, aperfeiçoou a massa e criou os bolinhos choux (choux = couve-flor, os bolinhos parecem pequenas couves-flores). Nessa época a massa passou a ser conhecida como pâte à choux.
A receita do éclair se deve à confeiteira francesa Marie Antoine Carême (1784 - 1833), que aperfeiçoou a massa choux e criou o que conhecemos como bomba (massa choux em formato de tubo, recheada com creme confeiteiro e cobertura de fondant ou chocolate). A receita tornou-se muito difundida na França e na Inglaterra na segunda metade do século XIX.
Dicas Importante:
- Não trabalhe com a massa muito quente, morna será mais fácil de fazer formas regulares.
- Não asse os éclairs com forno muito quente.
- É possível conservar a massa do éclair já cozida, dura cerca de 2 meses em recipiente hermético no congelador.
- Quando estiver formando os éclairs, corte a massa do bico de confeiteiro com uma faca molhada com água.
- Evite o contato da superfície do creme confeiteiro com o ar, isso impedirá a formação de crosta.
- A cobertura pode ser substituída por fondant colorido, ganache de chocolate, chocolate ou apenas açúcar de confeiteiro.
- Não tente adicionar todos os ovos de uma só vez, isso pode fazer com que a massa choux não se agregue novamente.
- O creme confeiteiro pode ser preparado com licores, conhaques ou outras essências.
- Se você tem dificuldade para fazer mingau sem bolinhas, tome muito cuidado para preparar o creme confeiteiro. Nunca use fogo alto!
Referências:
Juillet, Claude. Classic Patisserie: An A-Z Handbook. Butterworth-Heinemann Ltd. 1998.
Gouffé, Jules. Le livre de pâtisserie, HAchette, 1873 (re-edição 2009).
Observação: o termo confeitaria - e suas derivações - foi utilizado como tradução de pâtisserie (francês) e pasticceria (italiano). A tradução ideal seria pastelaria, termo utilizado em Portugal; entretanto, no Brasil, pastelaria remete à produção de pastéis e não de alimentos doces à base de farinha.
Éclair significa relâmpago. Diz-se que as bombas, como são conhecidos no Brasil, receberam este nome por serem devoradas muito rapidamente: como um relâmpago! E, realmente, são deliciosas! Os éclairs são uma variação do uso da famosa pâte à choux; que é a massa dos profiterole, bignès, carolinas, sonhos espanhóis, saint-honorè, paris-brest, entre outros. A pâte à choux é a massa mais estranha do mundo. O jeito de preparar é no mínimo esquisito. Primeiro cozida na panela e depois no forno ou frita. Apesar de disso, fica deliciosa e não é muito difícil de fazer. Esse tipo de massa possui uma grande vantagem: serve tanto para doces quanto para salgados.
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| Catarina de Medici |
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| Marie Antoine Carême |
A receita do éclair se deve à confeiteira francesa Marie Antoine Carême (1784 - 1833), que aperfeiçoou a massa choux e criou o que conhecemos como bomba (massa choux em formato de tubo, recheada com creme confeiteiro e cobertura de fondant ou chocolate). A receita tornou-se muito difundida na França e na Inglaterra na segunda metade do século XIX.
Dicas Importante:- Não trabalhe com a massa muito quente, morna será mais fácil de fazer formas regulares.
- Não asse os éclairs com forno muito quente.
- É possível conservar a massa do éclair já cozida, dura cerca de 2 meses em recipiente hermético no congelador.
- Quando estiver formando os éclairs, corte a massa do bico de confeiteiro com uma faca molhada com água.
- Evite o contato da superfície do creme confeiteiro com o ar, isso impedirá a formação de crosta.
- A cobertura pode ser substituída por fondant colorido, ganache de chocolate, chocolate ou apenas açúcar de confeiteiro.
- Não tente adicionar todos os ovos de uma só vez, isso pode fazer com que a massa choux não se agregue novamente.
- O creme confeiteiro pode ser preparado com licores, conhaques ou outras essências.
- Se você tem dificuldade para fazer mingau sem bolinhas, tome muito cuidado para preparar o creme confeiteiro. Nunca use fogo alto!
Referências:
Juillet, Claude. Classic Patisserie: An A-Z Handbook. Butterworth-Heinemann Ltd. 1998.
Gouffé, Jules. Le livre de pâtisserie, HAchette, 1873 (re-edição 2009).
Observação: o termo confeitaria - e suas derivações - foi utilizado como tradução de pâtisserie (francês) e pasticceria (italiano). A tradução ideal seria pastelaria, termo utilizado em Portugal; entretanto, no Brasil, pastelaria remete à produção de pastéis e não de alimentos doces à base de farinha.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Piadina Romagnola
O calor continua absolutamente insuportável. O forno continua sendo evitado, portanto nossa companheira de jantar, a pizza, teve de ser eliminada do cardápio. A substituta: a piadina!
A piadina (piada ou piadone) faz parte de uma família de pães feitos com cereais moídos misturados com água e cozidos sem fermento sobre formas de barro (também telhas), superfícies de pedra ou placas de metal. Os pães semelhantes à piadina são bastante abundantes nas áreas mediterrâneas (Sardenha, Tunísia, Israel, Líbano, Grécia, Turquia, etc.) sem muita distinção entre as culturas indo-européias, semitas ou da África negra. A maioria dos pães desta família surgiu em um período histórico anterior ao conhecimento dos processos de fermentação (o levedo de cerveja foi descoberto para levitação do pão no Egito entre 3000 e 2500 a.C.). Entretanto, isso não significa que a piadina seja de origem Neolítica.
O poeta Giovanni Pascoli, que escreveu o poema-receita "Pane rude di Roma", comparava a piadina à mensa romana, citada no canto VII da Eneida. A mensa é uma focaccia de cereais que era utilizada como prato pelos patrícios romanos e depois de impregnada com o sabor da carne e oferecida aos servos. A piadina por muitos é considerada como a herdeira legítima da mensa. Entretanto, não existe um registro histórico que comprove a relação entre a piadina e a mensa. O primeiro registro histórico de um alimento chamado"piada" data do século XIV. Encontra-se no Descriptio Romandiole, recenseamento feito com fins fiscais, em 1371, pelo cardeal Anglic Grimoard de Grisac, irmão do Papa Urbano V. Nos séculos que se seguiram, poucos foram os registros da piadina.
A piadina começou a destacar-se na mesa dos romangnolos no século XIX, junto com a expansão massiva da utilização do milho na Itália. Diversos censos desta época demonstram que a farinha de milho era o alimento principal na dieta dos agricultores italianos. Notadamente os romagnolos não possuem muita simpatia pela polenta e, sendo a farinha de milho de difícil panificação, passaram a fazer piadinas com esta farinha; como uma tortilla. Surgem também as piadinas com mesclas de farinha, de acordo com a colheita. Em algumas ocasiões festivas, principalmente no Carnaval, podia apresentar-se na forma "enriquecida", contendo banha de porco, açúcar e/ou ovos. E, em diferentes apresentações: folhada, doce ou frita. A piadina como é conhecida hoje surge no período pós-guerra. Extingue-se quase que completamente a versão com farinha de milho, tanto no campo quanto na cidade. Torna-se elemento da gastronomia romagnola, inclusive com IGP (indicazione geografica protetta). Vale lembrar que diversos produtos famosos (e deliciosos) são provenientes da Emilia-Romagna, como: Aceto Balsamico di Modena, Prosciutto di Parma, Grana Padano, Parmiggiano Regiano, entre outros. Isso sem falar das massas, afinal, a capital da Emilia-Romagna é nada menos do que Bologna. Será que lembra alguma coisa?
A piadina (piada ou piadone) faz parte de uma família de pães feitos com cereais moídos misturados com água e cozidos sem fermento sobre formas de barro (também telhas), superfícies de pedra ou placas de metal. Os pães semelhantes à piadina são bastante abundantes nas áreas mediterrâneas (Sardenha, Tunísia, Israel, Líbano, Grécia, Turquia, etc.) sem muita distinção entre as culturas indo-européias, semitas ou da África negra. A maioria dos pães desta família surgiu em um período histórico anterior ao conhecimento dos processos de fermentação (o levedo de cerveja foi descoberto para levitação do pão no Egito entre 3000 e 2500 a.C.). Entretanto, isso não significa que a piadina seja de origem Neolítica.
O poeta Giovanni Pascoli, que escreveu o poema-receita "Pane rude di Roma", comparava a piadina à mensa romana, citada no canto VII da Eneida. A mensa é uma focaccia de cereais que era utilizada como prato pelos patrícios romanos e depois de impregnada com o sabor da carne e oferecida aos servos. A piadina por muitos é considerada como a herdeira legítima da mensa. Entretanto, não existe um registro histórico que comprove a relação entre a piadina e a mensa. O primeiro registro histórico de um alimento chamado"piada" data do século XIV. Encontra-se no Descriptio Romandiole, recenseamento feito com fins fiscais, em 1371, pelo cardeal Anglic Grimoard de Grisac, irmão do Papa Urbano V. Nos séculos que se seguiram, poucos foram os registros da piadina.
A piadina começou a destacar-se na mesa dos romangnolos no século XIX, junto com a expansão massiva da utilização do milho na Itália. Diversos censos desta época demonstram que a farinha de milho era o alimento principal na dieta dos agricultores italianos. Notadamente os romagnolos não possuem muita simpatia pela polenta e, sendo a farinha de milho de difícil panificação, passaram a fazer piadinas com esta farinha; como uma tortilla. Surgem também as piadinas com mesclas de farinha, de acordo com a colheita. Em algumas ocasiões festivas, principalmente no Carnaval, podia apresentar-se na forma "enriquecida", contendo banha de porco, açúcar e/ou ovos. E, em diferentes apresentações: folhada, doce ou frita. A piadina como é conhecida hoje surge no período pós-guerra. Extingue-se quase que completamente a versão com farinha de milho, tanto no campo quanto na cidade. Torna-se elemento da gastronomia romagnola, inclusive com IGP (indicazione geografica protetta). Vale lembrar que diversos produtos famosos (e deliciosos) são provenientes da Emilia-Romagna, como: Aceto Balsamico di Modena, Prosciutto di Parma, Grana Padano, Parmiggiano Regiano, entre outros. Isso sem falar das massas, afinal, a capital da Emilia-Romagna é nada menos do que Bologna. Será que lembra alguma coisa?
" La j'è bona in tot i mud, la j'è bona énca scundida: se' n'avé ancora capì, a scor propri dla pida." (Dito popular em língua romagnola).
"É boa de todo o jeito, mesmo que sem condimento: se não entendeu ainda, falo é da piadina" (tradução livre)
No Brasil, existe um produto muito semlhante à piadina: a pizza de frigideira. Esta é preparada com os mesmo ingredientes que a piadina IGP. A pizza de frigideira é aquela de pacotinho que, no mercado, está perto das massas prontas frescas e laticínios. Já foi mais famosa, mas sempre é possível encontrar o pacotinho com meia dúzia. Elas têm o tamanho exato da frigideira, é só colocar o recheio e, em mais ou menos 5 minutos, está pronta a pizza de frigideira. Aqui na Itália, a piadina no geral não é feita com recheio como uma pizza e sim utilizada como substituta do pão em sanduíches. Ok, talvez a pizza de frigideira não seja propriamente uma piadina, mas eu adaptei o uso. Segue a receita da piadina, que não é a original romagnola, porque decidi substituir a banha de porco por manteiga. A massa fica mais fofinha e saborosa! É possível já adicionar o recheio no momento do cozimento, mas lembre-se: recheios que não necessitem de cozimento, como: queijo, salames, specks, presunto, azeitonas, tomate, etc.
A massa de piadina pré-cozida dura cerca de 1 semana na geladeira, é só enrolá-las com filme plástico ou colocar em um saquinho. Se você prefere a piadina mais macia utilize leite no preparo da massa, caso queira que ela fique mais crocante, utilize água.
A massa de piadina pré-cozida dura cerca de 1 semana na geladeira, é só enrolá-las com filme plástico ou colocar em um saquinho. Se você prefere a piadina mais macia utilize leite no preparo da massa, caso queira que ela fique mais crocante, utilize água.
Referências:
Meldini, Piero. Tracce di storia della piada, 2005.http://www.romagnamania.com/
http://www.riviera.rimini.it/
http://www.altacucinasociety.com/
http://www.piadinaonline.com/
http://ermes.regione.emilia-romagna.it/
http://www.italianmade.com
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domingo, 11 de julho de 2010
Mini Cakes légers aux Cerises
Os mini-cakes de cereja talvez sejam dos bolinhos favoritos do mamute. A massa é leve, pouco gordurosa e sem excesso de açúcar. O bolinhos ficam fofos e derretem na boca. As cerejas transformam-se em um creme azedinho. É a receita inaugural, pois ultimamente tem ficado famosa. Já foi parar lá em Belgrado depois da visita do Bico e da Betina. E, certamente, vai continuar se disseminando. Esses bolinhos são absolutamente perfeitos com café!!!
A receita original, retirada do livro da Ilona Chovancova, utiliza framboesas ao invés de cerejas. Os mini-cakes também ficam deliciosos substituindo-se as cerejas por cassis, groselhas, mirtilos, cranberries ou amoras. Evite frutas congeladas, mas se for utilizá-las, descongele-as antes de colocar na massa.
Dica: Quando utilizar frutas mais densas, como a groselha ou o cassis, passe-as na farinha antes de colocar na massa. Isso evitará que elas desçam para o fundo da forma.
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